Câncer de Pele


Sobre o Câncer de Pele

É o tipo de câncer mais comum no Brasil, correspondendo a cerca de 33% dos casos diagnosticados de tumores malignos. Diante da tendência de crescimento desse tipo de câncer – cerca de 180 mil brasileiros desenvolvem a doença anualmente – reforça-se a importância de seu diagnóstico precoce e tratamento adequado. Salienta-se que, quando tratado adequadamente, o câncer de pele tem ótimas taxas de cura.

Principais Tipos

Os cânceres de pele mais frequentes são o carcinoma basocelular (mais frequente, porém o menos grave entre os malignos), o carcinoma epidermoide ou espinocelular e o melanoma (mais agressivo, com maior índice de mortalidade).

Há outros tumores menos frequentes ou raros, como o carcinoma das células de Merkel, linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele), carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas) e carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas), entre outros.

Fatores de Risco

A ocorrência de câncer de pele é mais comum em pessoas acima de 40 anos e com pele, cabelos e olhos claros, incluindo-se neste grupo os albinos.

A exposição prolongada e repetida ao sol ou a outras fontes de raios ultravioleta (p. ex., câmaras de bronzeamento) também favorece o surgimento de manchas e sinais, aumentando o risco para câncer de pele.

O aumento de risco também poderá ser relacionado ao enfraquecimento do sistema imunológico, como em pacientes com leucemia ou linfoma e pessoas que realizaram transplantes.

Há outros fatores, como exposição crônica aos hidrocarbonetos e ao asbesto.

Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular é o mais comum dos tipos de tumor maligno, representando cerca de 75% dos tumores. Surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

As taxas de mortalidade desse tipo de câncer são baixas e, quando diagnosticado precocemente, apresenta índices de cura de mais de 95%. Dificilmente se dissemina além de seu local de origem, ou seja, metástases são raras.

Apresentação clínica:

  1. Protuberância de cor rósea brilhante, avermelhada, branco perolado ou transparente.
  2. Área avermelhada, em relevo ou irritada, que pode descascar ou coçar.
  3. Lesão rósea com borda elevada e parte central incrustada.
  4. Cicatriz com área branca, amarela, e bordas mal definidas.
  5. Ferida com sangramento, que permanece aberta durante várias semanas.

(Fonte: Skin Cancer Foundation; Instituto Oncoguia)

Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular é o mais comum dos tipos de tumor maligno, representando cerca de 75% dos tumores. Surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

As taxas de mortalidade desse tipo de câncer são baixas e, quando diagnosticado precocemente, apresenta índices de cura de mais de 95%. Dificilmente se dissemina além de seu local de origem, ou seja, metástases são raras.

Apresentação clínica:

  1. Protuberância de cor rósea brilhante, avermelhada, branco perolado ou transparente.
  2. Área avermelhada, em relevo ou irritada, que pode descascar ou coçar.
  3. Lesão rósea com borda elevada e parte central incrustada.
  4. Cicatriz com área branca, amarela, e bordas mal definidas.
  5. Ferida com sangramento, que permanece aberta durante várias semanas.

(Fonte: Skin Cancer Foundation; Instituto Oncoguia)


Carcinoma Espinocelular (epidermoide)

O carcinoma epidermoide, ou espinocelular da pele, é um tipo de tumor maligno mais agressivo e invasivo do que o carcinoma basocelular e representa cerca de 10 a 20% dos casos de câncer da pele.

Desenvolve-se na epiderme (camada mais superficial da pele), principalmente em áreas que foram expostas ao sol e também em locais como lábios, mucosas ou ainda em partes do corpo que apresentam inflamações crônicas da pele e cicatrizes antigas.

O carcinoma espinocelular pode se alastrar por meio de gânglios e acarretar metástases em órgãos internos.

Apresentação clínica:

  1. Manchas persistentes, escamosas e vermelhas, com bordas irregulares, que sangram facilmente;
  2. Crescimento elevado, às vezes com uma área inferior no centro;
  3. Ferida aberta que persiste por semanas;
  4. Crescimentos similares a verrugas;
  5. Feridas persistentes em cicatrizes antigas .

Carcinoma Espinocelular (epidermoide)

O carcinoma epidermoide, ou espinocelular da pele, é um tipo de tumor maligno mais agressivo e invasivo do que o carcinoma basocelular e representa cerca de 10 a 20% dos casos de câncer da pele.

Desenvolve-se na epiderme (camada mais superficial da pele), principalmente em áreas que foram expostas ao sol e também em locais como lábios, mucosas ou ainda em partes do corpo que apresentam inflamações crônicas da pele e cicatrizes antigas.

O carcinoma espinocelular pode se alastrar por meio de gânglios e acarretar metástases em órgãos internos.

Apresentação clínica:

  1. Manchas persistentes, escamosas e vermelhas, com bordas irregulares, que sangram facilmente;
  2. Crescimento elevado, às vezes com uma área inferior no centro;
  3. Ferida aberta que persiste por semanas;
  4. Crescimentos similares a verrugas;
  5. Feridas persistentes em cicatrizes antigas .

Melanoma

O melanoma representa cerca de 3% dos casos de câncer de pele. É o mais agressivo e tem facilidade de se espalhar para outros órgãos.

Apresenta-se geralmente como uma pinta ou mancha pigmentada na pele e muitas vezes não é percebido pelo paciente em fases iniciais.

Apresentação clínica:

  1. Assimetria da lesão;
  2. Bordas irregulares;
  3. Cor (diferentes cores, como marrom, preto ou vermelho);
  4. Diâmetro (se o diâmetro for maior do que 6 mm);
  5. Evolução da lesão (se houve crescimento).

Melanoma

O melanoma representa cerca de 3% dos casos de câncer de pele. É o mais agressivo e tem facilidade de se espalhar para outros órgãos.

Apresenta-se geralmente como uma pinta ou mancha pigmentada na pele e muitas vezes não é percebido pelo paciente em fases iniciais.

Apresentação clínica:

  1. Assimetria da lesão;
  2. Bordas irregulares;
  3. Cor (diferentes cores, como marrom, preto ou vermelho);
  4. Diâmetro (se o diâmetro for maior do que 6 mm);
  5. Evolução da lesão (se houve crescimento).

Carcinoma das células de Merkel

As células de Merkel são células neuroendócrinas e estão localizadas na base da epiderme (camada superior da pele). Por serem muito próximas das terminações nervosas da pele, auxiliam no sentido do tato (p. ex., na percepção de texturas em um objeto ou quando há pequena pressão no local).

O carcinoma das células de Merkel se desenvolve a partir do crescimento descontrolado dessas células, sendo mais comum na face.

Embora seja raro, é um dos tipos mais agressivos, com característica de se disseminar rapidamente para outras partes do corpo.

Apresentação clínica:

O diagnóstico clínico na maioria das vezes é difícil. As lesões tendem a se desenvolver rapidamente, com tamanhos variados e são tipicamente nodulares, vermelhas, azuis ou cor da pele.

Carcinoma das células de Merkel

As células de Merkel são células neuroendócrinas e estão localizadas na base da epiderme (camada superior da pele). Por serem muito próximas das terminações nervosas da pele, auxiliam no sentido do tato (p. ex., na percepção de texturas em um objeto ou quando há pequena pressão no local).

O carcinoma das células de Merkel se desenvolve a partir do crescimento descontrolado dessas células, sendo mais comum na face.

Embora seja raro, é um dos tipos mais agressivos, com característica de se disseminar rapidamente para outras partes do corpo.

Apresentação clínica:

O diagnóstico clínico na maioria das vezes é difícil. As lesões tendem a se desenvolver rapidamente, com tamanhos variados e são tipicamente nodulares, vermelhas, azuis ou cor da pele.


Diagnóstico

O diagnóstico de câncer de pele inicia pela suspeita clínica do próprio paciente ou durante o exame físico realizado pelo médico.

Geralmente uma biópsia da lesão é indicada para a confirmação do diagnóstico.

O tipo de biópsia (remoção total ou de fragmentos da lesão) será determinado pelo médico, baseada em certas características como tamanho da lesão e onde está localizada no corpo.

O resultado da biópsia é que determina o tratamento específico para o paciente.

Diagnóstico

O diagnóstico de câncer de pele inicia pela suspeita clínica do próprio paciente ou durante o exame físico realizado pelo médico.

Geralmente uma biópsia da lesão é indicada para a confirmação do diagnóstico.

O tipo de biópsia (remoção total ou de fragmentos da lesão) será determinado pelo médico, baseada em certas características como tamanho da lesão e onde está localizada no corpo.

O resultado da biópsia é que determina o tratamento específico para o paciente.


Tratamento

Os tratamentos adequados baseiam-se nas características histopatológicas, na localização da lesão, no seu tamanho, entre outros aspectos.

Em geral, o tratamento mais indicado nos casos de câncer de pele é a cirurgia, objetivando a remoção total das lesões.

Os procedimentos quase sempre são realizados em clínicas especializadas ou hospitais e a maioria dos casos não necessita de internação. O tipo de tumor, tamanho, localização no corpo e profundidade na pele definem qual é a técnica cirúrgica adequada ao caso.

O objetivo principal do tratamento sempre é a cura, seguido da manutenção funcional da área operada e, por último, o resultado estético. A inversão desse conceito pode levar a uma conduta inadequada no manejo dos pacientes com câncer da pele.

Em alguns casos, como nos tumores superficiais e em pacientes sem condições clínicas ou que não desejam ser submetidos à cirurgia, podem ser utilizados outros tratamentos, como cremes tópicos (p. ex., 5-fluoracil, imiquimod, entre outros), aplicação de nitrogênio líquido (crioterapia) e curetagem ou cauterização da lesão seguida de eletrocauterização.

A radioterapia, quimioterapia e imunoterapia também são empregadas no tratamento do câncer cutâneo, em geral nos casos agressivos localmente, ou quando há comprometimento de outros órgãos (metástases) e em pacientes sem condições de serem submetidos aos procedimentos cirúrgicos.

Tratamento

Os tratamentos adequados baseiam-se nas características histopatológicas, na localização da lesão, no seu tamanho, entre outros aspectos.

Em geral, o tratamento mais indicado nos casos de câncer de pele é a cirurgia, objetivando a remoção total das lesões.

Os procedimentos quase sempre são realizados em clínicas especializadas ou hospitais e a maioria dos casos não necessita de internação. O tipo de tumor, tamanho, localização no corpo e profundidade na pele definem qual é a técnica cirúrgica adequada ao caso.

O objetivo principal do tratamento sempre é a cura, seguido da manutenção funcional da área operada e, por último, o resultado estético. A inversão desse conceito pode levar a uma conduta inadequada no manejo dos pacientes com câncer da pele.

Em alguns casos, como nos tumores superficiais e em pacientes sem condições clínicas ou que não desejam ser submetidos à cirurgia, podem ser utilizados outros tratamentos, como cremes tópicos (p. ex., 5-fluoracil, imiquimod, entre outros), aplicação de nitrogênio líquido (crioterapia) e curetagem ou cauterização da lesão seguida de eletrocauterização.

A radioterapia, quimioterapia e imunoterapia também são empregadas no tratamento do câncer cutâneo, em geral nos casos agressivos localmente, ou quando há comprometimento de outros órgãos (metástases) e em pacientes sem condições de serem submetidos aos procedimentos cirúrgicos.

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